18 abril 2015

Momento Poetisa

“Você queria tudo rápido demais. Eu só podia te oferecer o pé, mas você queria a perna inteira. E eu te daria as duas pernas se preciso fosse. O problema era que você não merecia. Não ainda. Eu falava em jantar no próximo sábado, enquanto você planejava o nosso casamento. As coisas não são assim. Dê tempo ao tempo que eu me dou a você, quem sabe. Não pula o presente e vai logo pro futuro. Eu ainda quero viver o hoje. Talvez, quem sabe, possamos pensar - juntos - em algo além do próximo mês. Uma viagem, quem sabe? Mas você fala em filhos. E em empregada pra nossa casa. Meu Deus, você fala em casa. E eu continuo aqui, querendo saber quando vou receber o meu próximo salario, apenas. Nós poderíamos dar certo se você não corresse nos trilhos. Não te falaram que andar neles é mais cuidadoso? Eu não quero cair. Você também não. Então, pra que escrever de caneta algo que podemos começar à lápis? Vamos com calma. Inspire ar para os pulmões. Agora, expire. Viu? Tudo no seu tempo e nós no nosso. É simples. É a regra. É a lei da vida: você quer e pode ter, basta merecer. Enquanto você praticamente gritava nas entrelinhas “me ama, porra!”, eu respondia no mesmo alto e bom som: “então me cativa, caralho!”

Um comentário:

  1. Talvez eu tenha essa pressa desmedida... Essa urgência por provar coisas que eu ainda não provei ainda, como casar, mas ao mesmo tempo não desejo que seja de qualquer jeito, sem planos, na correria. Mas, poxa, a vida é tão curta para se planejar.
    belo texto, beijos.

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